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segunda-feira, 3 de junho de 2019

OMS pede ação imediata nas Américas para prevenir poliomielite




OMS pede ação imediata nas Américas para prevenir poliomielite

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou nesta semana (23) que os países das Américas devem tomar medidas imediatas para aumentar a cobertura de vacinação contra a poliomielite. Imunização deve alcançar 95% da população, segundo o organismo. Apelo foi feito às vésperas do Dia Mundial Contra a Pólio, lembrado neste 24 de outubro.
Mãe e filho no Equador para a aplicação da vacina contra a pólio. Foto: OPAS
Mãe e filho no Equador para a aplicação da vacina contra a pólio. Foto: OPAS
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou nesta semana (23) que os países das Américas devem tomar medidas imediatas para aumentar a cobertura de vacinação contra a poliomielite. Imunização deve alcançar 95% da população, segundo o organismo. Apelo foi feito às vésperas do Dia Mundial Contra a Pólio, lembrado neste 24 de outubro.
O continente americano permaneceu livre de casos do poliovírus selvagem por 27 anos — o último caso de infecção foi detectado em 23 de agosto de 1991, no Peru. Os países das Américas conseguiram eliminar a pólio alcançando altas taxas de cobertura vacinal de crianças. O sucesso da erradicação também é creditado a uma contínua vigilância epidemiológica, a fim de garantir a identificação precoce de surtos.
“A região das Américas não tem pólio, mas enquanto houver até um caso de poliomielite em qualquer parte do mundo, ainda estamos em risco”, afirmou o subdiretor da OPAS, Jarbas Barbosa.
“Ao alcançar e manter uma alta cobertura vacinal e ao fortalecer a vigilância epidemiológica, podemos transformar em realidade o sonho de um futuro livre da pólio no mundo”, acrescentou.
Apesar do sucesso das duas últimas décadas, relatórios recentes mostram que os Estados das Américas não estão mantendo a vacinação a 95% – taxa exigida em todos os níveis para prevenir a transmissão da pólio. Isso significa que algumas comunidades estão em risco de não conseguirem prevenir um surto, caso a doença seja introduzida no território por pessoas de outras regiões ou se houver um caso de poliovírus derivado da vacina.

Pólio e as Américas

A poliomielite é uma doença altamente contagiosa, causada por um vírus que invade o sistema nervoso, provocando paralisia em questão de horas. A patologia afeta principalmente crianças com menos de cinco anos e é transmitida de pessoa para pessoa. Embora não haja cura, o vírus é evitável por meio da vacina. A imunização contra a poliomielite, administrada várias vezes, pode proteger a criança por toda a vida.

As taxas de cobertura de vacinação
devem ser aumentadas imediatamente
para proteger as crianças de nossa
região desta doença mortal.

Em 1975, quase 6 mil casos de pólio foram registrados nas Américas. Mais de 15 anos depois, em 1991, foram detectados os últimos seis episódios da doença na região. Em 1994, a infecção foi formalmente declarada eliminada do continente. Desde então, nenhuma criança no território americano ficou paralisada pelo poliovírus selvagem.
A OPAS trabalha com os países para garantir que, a cada ano, mais de 95% das crianças com menos de um ano de idade sejam vacinadas contra a pólio, em todos os municípios dos países das Américas. As parcerias da agência da ONU também visam fortalecer o monitoramento de casos de paralisia flácida aguda.
O organismo regional ajuda seus Estados-membros a cumprir os requisitos da Iniciativa de Erradicação Global da Pólio, do Plano Estratégico para Erradicação da Poliomielite e a Fase Final e da Comissão Global de Certificação da Erradicação da Poliomielite.
“Quando se trata de manter as Américas livres da pólio, não há lugar para a complacência”, defende Cuauhtémoc Ruiz Matus, chefe da Unidade de Imunização Integral da Família da OPAS.
“As taxas de cobertura de vacinação devem ser aumentadas imediatamente para proteger as crianças de nossa região desta doença mortal. Enquanto a poliomielite existir em qualquer lugar, é uma ameaça para as crianças em todos os lugares.”

Erradicação mundial

Os casos de pólio no mundo diminuíram mais de 99% desde 1988, saindo de uma estimativa de mais de 350 mil ocorrências para apenas 20 episódios notificados em outubro de 2018. Se uma única criança estiver infectada com o poliovírus, meninos e meninas em todos os países estarão em risco. O poliovírus pode ser facilmente “importado” para uma nação livre da pólio e pode se espalhar rapidamente entre as populações não imunizadas. Por isso, é tão importante manter uma alta taxa de cobertura vacinal.
Hoje, o mundo está mais perto do que nunca de alcançar o objetivo de erradicar a pólio. Em nível global, há menos casos agora do que em qualquer outro momento da história. Quatro das seis regiões da OMS foram certificadas como livres da pólio e apenas um dos três tipos de poliovírus selvagem, o tipo 1, continua circulando no mundo.
À frente do árduo trabalho que resultou nessas conquistas, está a Iniciativa Global de Erradicação da Pólio. O programa é liderado pela OMS, Rotary Internacional, os Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Fundação Bill e Melinda Gates.
A erradicação global da poliomielite significará um mundo sem essa doença para as futuras gerações. O feito também permitiria uma economia de 40 a 50 bilhões de dólares. O fracasso em atingir a meta de erradicação levaria ao reaparecimento da doença, com cerca de 200 mil casos por ano em todo o mundo.
“Com o compromisso de todos, a poliomielite será a primeira doença a ser erradicada no século XXI”, completou Jarbas Barbosa. “Todos nós devemos agir agora para proteger nossos filhos.”

Dia Mundial Contra a Pólio

O Dia Mundial Contra a Pólio foi criado pela Rotary Internacional há uma década para comemorar o nascimento do cientista Jonak Salk, que liderou a primeira equipe a desenvolver uma vacina para a poliomielite. Desde então, a data tem sido usada para conscientizar a comunidade internacional sobre a importância da vacinação na erradicação do vírus. O dia é comemorado todos os anos em 24 de outubro.

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