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sexta-feira, 29 de junho de 2012


A Universidade de Salamanca, uma das melhores do Mundo! Estara realizando um Curso On-line sobre Poliomielite e Sindrome Pospoliomielite! La Memoria Paralizada!!
O Curso e Atual, dinâmico, esclarecedor, e sera ministrado por Pesquisadores Especialistas no Tema, de todas as partes do Mundo!
Ideal para Profissionais da Area da Saude, Direito, Assistencia Social, Terceiro Setor, Associaçoes, ONGs, Funcionarios Publicos, bem como orientador para pacientes e familiares de pessoas afetadas pela Polio!

O Curso ocorrera de 02 a 31 de Julho de 2012, dentro dos Cursos de Verao, oferecidos pela Universidad de Salamanca.  Este formato dara possibilidade de maior participaçao de todas as pessoas interessadas na Poliomielite, a Sindrome Pospolio, seu passado e seu presente. O prazo para Inscriçao se encerra no proximo sabado dia 30 de Junho.
Faça sua matricula agora no Link http://formacionpermanente.usal.es.
Mais informaçoes no nosso Blog “Erradicar, olvidar, negar” 

Maiores informaçoes entrem em contato 
pelo telefone 0055 - 69- 81514330 com Rosangela Rabel ou pelo emailpospolio@gmail.com, ou diretamente no site da Universidade.

uma colaboração de:
Rosângela Rabel

quarta-feira, 27 de junho de 2012



 Os aposentados agradecem ...


       Os aposentados agradecem (super importante)
 Os aposentados agradecem
 Estamos repassando este agradecimento à presidente Dilma, para 409 endereços na Internet.
Faça o mesmo com a sua lista de endereços, talvez ela se arrependa e reverta este quadro injusto com os aposentados para que se ela pensar em sereeleger em 2014 possa contar com o nosso apoio!
  Calçada da Fama - Obrigada, Presidente Dilma!
Da leitora de O Globo, Maria Cristina Duarte de Faria
"Agradeço à
presidente Dilma por vetar o aumento aos aposentados, pois eles não precisam de aumento, não pagam luz, gás, aluguel, remédios, etc., como  todas as outras categorias.
Tudo lhes é dado gratuitamente, ao contrário de parlamentares, juízes, ministros, etc., que têm de  trabalhar duro para conseguir o pouco que têm.
Aposentado só trabalhou por 30, 35 anos, descontando durante esses anos todos para uma Previdência que hoje o acha culpado de todos os males.
Aposentado vive de teimoso, pois já não se precisa mais dele, agora que não trabalha mais; é um vagabundo e só serve para o Imposto de Renda.
Além disso, a única greve que os aposentados podem fazer é a de não mais morrerem e entupirem um pouco mais os hospitais públicos, com suas doenças.
Cordiais saudações, presidente Dilma.
 Nós, os aposentados, agradecemos seu carinho e respeito
Não deixem de repassar...
O Brasil precisa acordar!
EU FIZ MINHA PARTE REPASSEI,
E VOCÊ VAI AJUDAR ?
 
Seremos nós os aposentados no futuro.
 uma colaboraçãonauro

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Portal de Acessibilidade - Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para PPDs e PPAHs no RS (FADERS)Governo do Estado do Rio Grande do Sul - Secretaria da Justiça e do Desenvolvimento Social



Programa Viva Bem, da TVE, terá interpretação em Libras


Banner do Programa Viva Bem.25/06/2012
Pela primeira vez, emissora produz e veicula programa com recurso de acessibilidade


O programa Viva Bem passa a contar com uma intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) a partir do próximo sábado. A mudança proporcionará a pessoas surdas e com baixa audição a oportunidade de ampliarem os meios pelos quais recebem informação, acompanhando o programa que apresenta dicas sobre qualidade de vida. A estreia do recurso acontece em 30 de junho, às 9h. Esta é a primeira vez que a emissora produz e veicula programa com recurso de acessibilidade.

A pauta que inicia esta nova fase do Viva Bem é o projeto ViVendo Histórias, da Faculdade de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). A proposta, que utiliza a leitura como forma de incluir idosos cegos, é coordenado pelas professoras Eliane Moro e Lizandra Estabel. Elas conversarão com a apresentadora Izabel Ibias sobre desenvolvimento intelectual, moral e emocional de pessoas da terceira idade que têm deficiência visual.

Acessibilidade
O processo para inserção de recursos acessíveis na programação da TVE foi iniciado em 2011 com a assinatura do termo de cooperação técnica entre a Fundação Cultural Piratini e a Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para PPDs e PPAHs no RS (Faders). Para atuar no Viva Bem, foi disponibilizada sem custo pela Faders uma intérprete de Libras. Com essa ação, a TVE se afirma como uma emissora de caráter público, que tem como uma de suas missões a inclusão social e a promoção da cidadania. Conforme o presidente da Fundação Cultural Piratini, Pedro Luiz da Silveira Osório, “está prevista ainda para o segundo semestre a produção de mais um programa com recurso de acessibilidade”.

Atualmente, a acessibilidade está presente em dois programas exibidos pela TVE, o Jornal Visual da TV Brasil, veiculado de segunda a sexta, às 8h30, e o Faça a Diferença da TV Assembleia, veiculado nas terças-feiras, às 17h30. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge), o Rio Grande do Sul há aproximadamente 617 mil pessoas surdas ou com baixa audição.

O programa Viva Bem é produzido por Maria Lúcia Melão e Rochele Zago Corrêa. A apresentação é de Izabel Ibias.

TVE

Viva Bem

Sábado, 30/06, às 9h / Terça, 3/07, às 19h / Quinta, 5/07, às 7h20

Anahy Metz
Assessora de Comunicação Social
Diretoria de Marketing Cultural
Fundação Cultural Piratini - Rádio e Televisão
DRT 15370


Fonte: TVE


Especialistas apontam desafios para garantir acessibilidade nas eleições

22/06/2012
Murilo Souza

Legendas pouco visíveis e falta de audiodescrição (permite aos cegos saberem que imagens são veiculadas nos programas eleitorais de TV) são obstáculos que ainda dificultam o acesso pleno de pessoas com deficiência ao processo eleitoral no País. A afirmação é do vice-presidente da Associação Brasileira dos Portadores da Síndrome de Talidomida, Flávio Scavasin, que participou ontem de audiência pública da Comissão de Seguridade Social.

Apesar de reconhecer avanços, como as urnas eletrônicas dotadas de sistema de áudio, Scavasin avalia que é possível melhorar a acessibilidade com medidas simples. Ele apontou, por exemplo, a dificuldade enfrentada por pessoas surdas para ter acesso a informações sobre a votação.

“No caso da pessoa surda que tem dificuldade com a língua portuguesa, hoje não existem orientações em Libras (linguagem de sinais) sobre o processo eleitoral”, disse. “E sabemos já ser possível colocar tudo isso na forma de vídeos, que poderiam ser baixados ou acessados no próprio site do TSE, de um computador ou de tablets, que têm preços cada vez mais baixos”, completou.

Acessibilidade - O secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio José Ferreira, afirmou que a questão da acessibilidade à urna foi resolvida com a implantação do sistema de áudio, por meio do qual o eleitor cego pode ouvir os números digitados, além do nome do candidato e do partido no momento da votação. No entanto, ele reconheceu a necessidade de avançar para incluir a audiodescrição e a linguagem de sinais em todos os programas eleitorais.

Ferreira disse ainda que recomendou ao TSE medidas para garantir o acesso das pessoas com deficiência aos locais de votação, como a publicação de portaria obrigando as zonas a funcionar nos andares térreos.

Para a deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), que propôs a audiência, a infraestrutura da maioria das cidades brasileiras - transporte público e disposição das calçadas, por exemplo - ainda precisa ser aperfeiçoada para garantir acessibilidade aos eleitores com algum tipo de deficiência.


Fonte: Agência Câmara





Previdência Social

BENEFÍCIOS: AGU, Previdência e especialistas discutem proposta para regulamentar procedimento de concessão
Sugestões do grupo podem reduzir as demandas judiciais
21/06/2012 - 14:41:00


Da AGU - Um grupo com advogados e procuradores da Advocacia Geral da União (AGU) está reunido com técnicos do Ministério da Previdência Social e especialistas de universidades brasileiras para elaborar uma proposta para regulamentar os pedidos administrativos para a concessão de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Durante o primeiro encontro, que acontece nesta quinta-feira (21/06) em Brasília (DF), serão levantadas as principais dificuldades e desafios para a elaboração da proposta. De acordo com o coordenador do Grupo, consultor-geral da União, Arnaldo Godoy, a princípio será apresentado um roteiro, os eixos temáticos e os problemas já identificados. Para ele, a sugestão do grupo pode reduzir as demandas judiciais sobre o assunto. “Não há motivos para levar uma carga de trabalho para o Judiciário se podemos resolver os problemas de forma administrativa, esse é o nosso objetivo”, informou.

O Grupo de trabalho, criado pela Portaria Conjunta Nº 190, terá 90 dias para discutir e apresentar uma proposta que será analisada pelo advogado Geral da União, Luís Inácio Adams, e pelo ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho.

O procurador-geral federal, Marcelo Siqueira Freitas, explicou que o grupo de trabalho vai analisar a proposta de reformulação do Conselho de Recursos da Previdência Social. “A intenção é garantir um instrumento mais eficaz para que os segurado do INSS possam discutir administrativamente as decisões da agência da Previdência sem precisar recorrer ao judiciário”, ressaltou.

De acordo com o grupo, um dos principais desafios é garantir um entendimento uniforme em todas as agências e assegurar a concessão de benefício a quem é de direito de forma rápida e eficaz, sem a necessidade do ajuizamento de ações. Durante a reunião, também foi alertado que é importante regulamentar os procedimentos de recursos administrativos nas próprias agências. (Uyara Kamayurá/Ascom/AGU)


Previdência Social

DECISÃO JUDICIAL: INSS publica sentença da ACP nº 5019632-23.2011.404.7200, sobre salário-maternidade para mães adotantes
01/06/2012 - 15:51:00


"O INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS torna público que, em cumprimento à sentença de procedência proferida na ACP nº 5019632-23.2011.404.7200, em trâmite perante a 1ª Vara Federal de Florianópolis/SC, os benefícios de salário-maternidade em manutenção ou concedidos com fundamento no art. 71-A da Lei nº 8.213/91 (casos de adoção ou obtenção de guarda judicial para fins de adoção), passarão a ser devidos pelo prazo de 120 (cento e vinte dias), independentemente da idade do adotado, desde que cumpridos os demais requisitos legais para a percepção do benefício. Nos casos de salário-maternidade em manutenção, a prorrogação do prazo para 120 dias será efetivada de ofício pelo INSS, independentemente de requerimento administrativo da segurada.Clique aqui para acessar a cópia integral da sentença."



Previdência Social

PAGAMENTO: Folha de junho começa a ser creditada nesta segunda (25)
Depósitos seguem até o dia 6 de julho
22/06/2012 - 09:49:00


Da Redação (Brasília) - O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inicia os depósitos da folha de junho com o pagamento dos segurados que recebem até um salário mínimo e possuem cartão com final 1, desconsiderando-se o dígito. Os aposentados e pensionistas que recebem acima do mínimo terão seus benefícios creditados a partir do próximo dia 2 de julho.

O calendário de pagamentos do instituto segue até o dia 6 de julho. Qualquer dúvida em relação às datas pode ser esclarecida por meio da Central 135.

Pagamento- O calendário de pagamento mensal do INSS tem início, geralmente, nos últimos cinco dias úteis do mês e continua nos cinco primeiros dias úteis do mês seguinte. Os depósitos começam a ser liberados para os segurados que recebem até o piso (um salário mínimo). Para quem recebe acima do mínimo os depósitos começam no início do mês.

Confira na tabela abaixo as datas de pagamento da folha de junho.

Final
Benefícios
até 1 salário mínimo
1
25/junho
2
26/junho
3
27/junho
4
28/junho
5
29/junho
6
2/julho
7
3/julho
8
4/julho
9
5/julho
0
6/julho
Final
Benefícios acima de
1 salário mínimo
1 e 6
2/julho
2 e 7
3/julho
3 e 8
4/julho
4 e 9
5/julho
5 e 0
6/julho


Informações para a imprensa
Daniel Dutra
(61) 2021-5779
Ascom/MPS

Informações para o Cidadão
Ligue 135

quinta-feira, 21 de junho de 2012


Rio Grande do Sul






Sindrome POS POLIO - SPP G14

5
Votos
Sindrome POS POLIO - SPP G14
Porque não montar equipe de pesquisa de spp utilizando hospitais de referencia que temos no estado. Porque ter de ir a São Paulo para o diagnostico e ou exames pelo sus que aqui nao são pagos.

SÍNDROME PÓS-PÓLIO



Através de árdua terapia e determinação, milhares de pessoas que contraíram pólio antes do advento das vacinas readquiriram o uso de seus membros danificados. Agora 40 mais tarde, muitos desses sobreviventes tem novos sintomas – o resultado da exaustão muscular pela compensação do que foi perdido.
Décadas após recuperarem a maior parte de sua força muscular, sobreviventes da Pólio Paralítica estão reportando inesperadas fadiga, dor e fraqueza. A causa parece ser a degeneração dos neurônios motores.
Por Lauro S. Halstead
Neurônios Motores que controlam os movimentos voluntários dos músculos têm seus corpos celulares na medula espinhal e longos axônio que se estendem para grupos musculares, por exemplo, nos braços. Derivações próximas ao final de cada axônio conectam as células musculares individualmente [acima]. Alguns neurônios motores infectados pelo poliovírus sobrevivem, mas outros morrem, deixando as células musculares paralisadas. Neurônios motores recuperados desenvolvem novas derivações terminais axônicas que reconectam células musculares órfãs. Um único neurônio motor pode lançar derivações para conectar cinco a dez vezes mais músculos do que fazia originalmente, criando uma unidade motora gigante. A adaptação não é estática: em um processo chamado remodelagem, a unidade motora está constantemente tanto perdendo velhas derivações como criando novas. Após muitos anos de estabilidade funcional, estas unidades motoras ampliadas começam a se degenerar, causando nova fraqueza muscular. Dois tipos de degeneração tem sido constatados. Uma lesão progressiva é produzida quando a regeneração normal das derivações dos axônios não acompanham mais a morte ou o mal funcionamento das derivações nervosas. Uma lesão flutuante ocorre quando há um defeito na síntese ou liberação do neurotransmissor acetilcolina. Na primeira metade do século 20, o flagelo da poliomielite paralítica parecia incontrolável. Um importante surto epidêmico atingiu a área de Nova York em 1916, e nas décadas seguintes a epidemia cresceu em tamanho e se tornou mais mortífera. A epidemia de 1952, por exemplo, afetou mais de 50.000 americanos e teve uma taxa de mortalidade de cerca de 12%. É difícil imaginar hoje em dia a extensão do medo e pânico que alarmou a população. A pólio assustava todo mundo: as famílias não saiam de casapiscinas foram fechadaseventos públicos foram cancelados. As crianças em particular estavam em risco. Com a introdução da vacina injetável com o vírus-morto da pólio de Jonas E. Salk em 1955 e a vacina oral com o vírus-vivo de Albert Bruce Sabin seis anos mais tarde, a epidemia foi eliminada. Na metade dos anos de 1960 o número de novos casos de pólio caiu para uma média de 20 por ano. A pólio havia sido superada. Ou ao menos parecia. Para o americano médio, o termo "Pólio" não significa mais uma doença mas sim uma vacina. Na medicina, a pólio passou a ser considerada como uma desordem estática, não progressiva. Acreditava-se que após a reabilitação e reeducando a maioria dos sobreviventes poderiam alcançar um platô de estabilidade neurológica e funcional que poderia durar mais ou menos indefinidamente e assim tem sido até onde alcança nosso entendimento sobre a pólio como uma doença crônica até recentemente. Então, no final dos anos 70, começaram a vir à tona relatos de pessoas que haviam se recuperado da pólio paralítica décadas atrás que estavam desenvolvendo problemas de saúde inesperados como fadiga excessivadores nos músculos e nas articulações e, mais alarmante do que tudo, nova fraqueza muscular. Devido ao fato de que existe pouca referência na literatura médica moderna sobre alterações neurológicas posteriores em sobreviventes da pólio, a resposta inicial de muitos médicos foi que o problema não era real. Por um período eles estiveram lidando com um agrupamento de sintomas que não tinham nome – e sem nome não existia, em essência, uma doença. Tendo um nome – mesmo que impreciso e enganoso quanto à causa – ao menos confere um elemento de credibilidade. Transparecendo o peso dos números, pessoas experimentando os últimos efeitos da pólio finalmente começaram a atrair a atenção da comunidade médica, e no início dos anos 80 o termo "Síndrome Pós-Pólio" foi cunhado. Hoje a síndrome é definida como uma desordem neurológica que produz uma série de sintomas em indivíduos que se recuperaram da poliomielite paralítica muitos anos antes. Estes sintomas tipicamente aparecem de 30 a 40 anos após a fase aguda da doença. Os principais problemas são progressiva fraqueza muscular, fadiga debilitanteperda funcional e dor, especialmente nos músculos e nas articulações. Menos comuns são atrofias muscularesproblemas respiratórios, dificuldade de deglutir e intolerância ao frio. De todos esses problemas de saúde, o sintoma crítico da síndrome pós-pólio é uma nova fraqueza progressiva. Os pacientes com maior risco para a síndrome pós-pólio são aqueles que sofreram um severo ataque de poliomielite paralítica, apesar de alguns pacientes que aparentemente tiveram um ataque suave tem também desenvolvido a síndrome. A instalação desses novos problemas geralmente é traiçoeira, mas em muitos casos eles aparecem ser precipitados por eventos específicos como um pequeno acidente, uma queda, um período de repouso ou cirurgia. Os pacientes coincidentemente dizem que um evento similar anos antes não causaria um declínio tão intenso na saúde e na atividade. Minha própria experiência parece ser típica tanto na recuperação da pólio paralítica como no desenvolvimento da síndrome pós-pólio. Eu contraí pólio durante a epidemia de 1954 viajando pela Europa após minha juventude no colégio. Eu tinha 18 anos de idade. Minha jornada de seis meses de recuperação tirou-me do pulmão de aço para a cadeira de rodas, aparelhos ortopédicos e então para nenhum equipamento de assistência por completo. Às vezes o fortalecimento parecia acontecer da noite para o dia. Apesar do meu braço direito permanecer paralisado, o resto do meu corpo readquiriu maior parte da força e tenacidade que tinha antes da doença. Como resultado, eu me considerei curado. Eu voltei ao colégio, aprendi a escrever com a mão esquerda e até mesmo joguei squash. Na manhã do terceiro aniversário de instalação da minha pólio, alcancei o cume do Monte Fuji no Japão após uma escalada de mais de 12.000 pés. Enquanto observava o alvorecer, pensava, "A pólio ficou atrás. Eu finalmente a conquistei." Com a conquista do Monte Fuji fresca na minha memória, comecei a procurar outras montanhas para escalar. Após o colégio, ingressei na escola de Medicina. A residência médica e o internato iniciou ainda outro ciclo de atividade física que durou anos. Em resumo, retomei minha vida enquanto a pólio retrocedeu como uma lembrança distante na minha memória. Alguns anos atrás comecei a desenvolver uma fraqueza nas pernas. Enquanto a fraqueza progredia, num período de meses, passei de um andarilho em tempo integral que vencia seis lances de escadas por exercício, para ter que usar um aparelho motorizado o tempo todo no trabalho.
§ MECANISMO DE INFECÇÃO                  
Uma característica marcante na infecção aguda de pólio é a predileção do poliovírus por células nervosas que controlam os músculos. Estas células nervosas, ou neurônios motores, consistem de um corpo celular localizado na trompa anterior da coluna vertebral e de um longo tentáculo, ou axônio, que se estende até o músculo. Próximo ao final de cada axônio, finas derivações se ramificam para as células musculares individualmente. Na interface nervo-músculo, ou sinapse, as ramificações do axônio liberam acetilcolina, um neurotransmissor que provoca a contração das fibras musculares. Um neurônio motor e o grupo de células musculares que ele ativa são chamados unidade motora. Com precisão certeira, o poliovírus invade os neurônios motores, deixando intacto células nervosas adjacentes que controlam as funções de tato, intestinos, bexiga e sexo. Como este comportamento estranhamente direcionado ocorria era um mistério até recentemente, quando pesquisadores identificaram os receptores do poliovírus na interface nervo-músculo. Estes receptores aparentemente permitem o vírus penetrar um axônio e então migrar para o corpo da célula nervosa na trompa anterior da medula vertebral. Os poliovírus tipicamente infectam mais de 95% dos neurônios motores da medula vertebral e muitas outras células no cérebro. As células contaminadas tanto derrotam o vírus como morrem. A extensão da paralisia é imprevisível. Os neurônios motores que sobrevivem desenvolvem novos terminais axônicos em resposta a estímulos desconhecidos. Estas novas derivações se ramificam, ou se reconectam, com as fibras musculares deixadas órfãs pela morte de seus neurônios originais. De certo modo, o crescimento de derivações axônicas adicionais representa o esforço do corpo para manter tantas células musculares órfãs quanto for possível vivas e trabalhando. Um único neurônio motor que inicialmente estimulava 1000 células musculares pode eventualmente se ramifica para 5000 a 10.000 células, criando uma unidade motora gigante. Esta unidade motora vastamente ampliada possibilita a menos neurônios motores executar o trabalho de muitos. Outras adaptação que permite aumentar a força e o aumento das células musculares quando estas são regularmente exercitadas. Estas duas adaptações compensatórias – aumento da massa muscular a das derivações axônicas – são tão efetivas que mais de 50% do número original de neurônio motores pode ser perdido sem que a musculatura perca clinicamente a potência normal. Estas adaptações não são nem estáticas nem permanentes, no entanto. Ao contrário, após a recuperação do estado agudo da pólio há um processo de remodelagem da unidade motora que consiste tanto em "desenervação" [perda das antigas derivações] e "reenervação" [crescimento de novas derivações]. É este processo de remodelagem ou de reparo constante que permite a unidade motora alcançar um equilíbrio é interrompido, ocorre nova fraqueza muscular. Existe um crescente consenso entre os pesquisadores que a síndrome pós-pólio envolve uma degeneração lenta dos terminais axônicos que se ramificaram nas células musculares. David O. Wiechers e Susan L. Hubbell, então afiliados à Universidade Estadual de Ohio, propuseram esta explicação no início dos anos 80 após testes diagnosticados indicarem que o funcionamento dos neurônios motores em sobreviventes da pólio progressivamente enquanto aumenta o número de anos após sua recuperação. Mais recentemente, Daria A. Trojan e Neil R. Cashman do Hospital e Instituto Neurológico de Montreal, após examinar os resultados de biópsias de músculos e estudos eletromiográficos [EMG] em seus laboratórios e em outros locais por outros pesquisadores, postularam que existem dois tipos de desintegração dos neurônios motores: uma lesão progressiva e uma flutuante. A lesão progressiva, no ponto de vista deles, ocorre quando a regeneração normal das derivações dos axônios para os músculos é interrompida e as derivações com defeito não são substituídas. Esta interrupção no processo de reparo produz uma progressiva e irreversível debilidade. A lesão flutuante, por outro lado, imagina-se que seja causada por um defeito na síntese ou na liberação do neurotransmissor acetilcolina . Cashman Trojan e outros demonstraram que a fraqueza muscular pode ser revertida em alguns pacientes pela droga Piridostigmina* , que melhora a efetividade da acetilcolina no desencadeamento das contrações musculares. Outros pesquisadores estão testando outra classe de agentes conhecidos como fatores de crescimento de nervos, que estimulam a regeneração tanto dos nervos como dos músculos.
*Único medicamento com elemento químico mencionado pelo piridostigmina, fabricado no Brasil, chama-se Mestinon, do laboratório Roche. O brometo de piridostigmina, princípio ativo do Mestinon, é um inibidor eficaz de colinesterase. É principalmente usado por via oral, no diagnostico e tratamento da miastenia grave. Pode ser usado nos casos de doença de Little, esclerose.

§ POSSÍVEIS CAUSAS

A degeneração das derivações axônicas pode explicar a nova debilidade muscular e a fadiga, mas o que causa em primeira instância a degeneração permanece um mistério. A hipótese mais plausível propõe que a fraqueza muscular é simplesmente o resultado da sobrecarga dos neurônios motores individualmente ao longo do tempo. Esta explicação assume que após a recuperação da pólio os neurônios motores sobreviventes precisam laborar mais que neurônios normais apenas para manter as atividades cotidianas. Após muitos anos de continuada sobrecarga, esses neurônios motores ampliados eventualmente sofrem uma espécie de exaustão metabólica que leva a uma incapacidade de regenerar novas ramificações axônicas para substituir as degeneradas. Não existe método específico para medir a fadiga metabólica nos neurônios motores, mas a evidência para apoiar esta hipótese pode ser obtida na anormalidade constatada na biópsias musculares, testes eletrodiagnósticos e resposta clínica para exercícios. Complementando, alguns pesquisadores reportaram que alguns neurônios motores na trompa anterior da medula vertebral de sobreviventes da pólio parecem ser menores do que o normal. Acredita-se que estas células motoras menores foram de alguma maneira danificadas na ocasião da infeção aguda da pólio e são vulneráveis a uma falha prematura. Normalmente, um desgaste significa dos neurônios motores não ocorre até uma pessoa alcançar a idade de 60 anos ou mais. Devido ao fato dos sobreviventes da pólio possuírem um número amplamente reduzido de neurônios motores, mesmo a perda de poucos neurônios ainda funcionando pode resultar na perda desproporcional da função muscular. A degeneração de neurônios motores pelo envelhecimento isoladamente, entretanto, pode não ser fator significante na síndrome pós-pólio. Diversos estudos falharam ao tentar encontrar uma relação positiva entre o estabelecimento de uma nova debilidade muscular e a idade cronológica. Ao contrário, estes estudos sugerem que o intervalo de tempo entre a infeção aguda da pólio e o aparecimento de novos sintomas é uma determinante variável. A persistência do poliovírus no corpo – ou, mais precisamente, partículas virais que permanecem dormentes por muitos anos e então são reativadas por algum mecanismo desconhecido – pode também representar um papel importante. Pesquisadores de numerosos centros tem detectado fragmentos de poliovírus RNA no fluido vertebral e no tecido medular de alguns pacientes com Síndrome Pós-pólio mas não em pacientes sobreviventes da pólio que não tem a síndrome. Estes pequenos fragmentos RNA, no entanto, não aparentam ter algum potencial infecioso. Se esses achados são simplesmente incidentais ou indicam uma possível função viral não se sabe ao certo. Outras causas para a Síndrome Pós-pólio, como uma resposta imunológica, uma deficiência hormonal ou toxinas ambientais, também tem sido pesquisadas. Apesar de algumas dessas hipóteses, e outras, parecerem plausíveis – e nenhuma foi completamente descartada – até o presente momento não existe evidência suficiente para justificar forte apoio para elas. Não existem testes definitivos para a Síndrome Pós-pólio. Exames de sangue, biópsias de músculos e monitorarão EMG das atividades musculares sempre mostram essencialmente as mesmas anormalidades em sobreviventes da pólio com Síndrome Pós-pólio e naqueles sem a Síndrome. Por isso, a diagnose consiste principalmente em sistematicamente relacionar as diversas causas dos sintomas de um paciente.
§  DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
Um conjunto de critérios para o diagnóstico da síndrome pós-pólio tem sido desenvolvido pela Força de Trabalho Pós-Pólio, um grupo de pesquisadores, clínicos e sobreviventes da pólio. O surgimento de nova fraqueza muscular após muitos anos de funcionamento estável é talvez o sintoma mais característico. Contudo, muitos sintomas da síndrome pós-pólio são tão genéricos que relacionar todas as possíveis causas é muitas vezes impraticável. Por exemplo, a nova fraqueza pode resultar simplesmente do pouco uso desses músculos. A fraqueza muscular por desuso pode mascarar a síndrome pós-pólio e complicá-la. Independentemente da causa fundamental, assim que a debilidade começa, ela pode desencadear uma cascata de outras complicações que tornam impossível identificar o sintoma original. Como em muitas outras condições crônicas, a essência do bom cuidado médico é aliviar os sintomas, recompor as funções musculares e melhorar a sensação de bem-estar do paciente. Esta estratégia administrativa é freqüentemente citada como apoiar e andar. Uma intervenção efetiva pode ser simples como prescrever um par de bengalas ou uma cadeira de rodas, ou complicada como colocar alguém dentro de um pulmão de aço ou providenciar alguma outra forma de ventilação assistida. Tanto por razões físicas como psicológicas, os pacientes são encorajados a se manter tão ativos quanto possível. O novo estilo de vida, entretanto, deve incorporar intervalos regulares de descanso. Um programa de exercícios é desejável para virtualmente todos pacientes. Para alguns, estes não podem ser nada mais extenuante do que do que alongamentos suaves ou vários tipos de yoga. Para outros, os exercícios podem ser consideravelmente mais vigorosos e mesmo incluir ginástica aeróbica. Os mais comuns novos problemas de saúde reportados por pacientes pós-pólio em diversos estudos clínicos são fadiga, dores musculares, dores nas articulações e fraqueza. Problemas funcionais incluem andar e subir escadas. Com determinados tipos de exercícios, em sessões cuidadosamente monitoradas, alguns pacientes tem sido capaz de recuperar e manter o vigor muscular. Apesar de não existir fórmulas mágicas, medicamentos podem ocasionalmente ser úteis: por exemplo, baixas doses de um antidepressivo tricíclico pode aliviar a dor muscular em alguns pacientes, e a piridostigmina pode reduzir a fadiga e aumentar a força muscular. Como regra geral, a progressão dos sintomas é razoavelmente lenta e o prognóstico apesar de tudo é bom, a menos que existam dificuldades respiratórias ou de deglutição. Porém quando as reservas de força e estamina são baixas, uma alteração mínima na estabilidade dos neurônios motores pode resultar em uma perda desproporcional da função muscular, o que é sempre psicologicamente devastador.
§  FUNDAMENTO HISTÓRICO    
A Síndrome Pós-Pólio, por sua vez, não é uma nova desordem em todo caso.


sexta-feira, 15 de junho de 2012


Pulseira inflável pode avisar pessoas com necessidades especiais sobre perigos em sua residência

Conceito desenvolvidos por designers da Universidade de Derby recebe sinais de um receptor e infla delicadamente ao detectar situações de risco.


A vida moderna e as novas tecnologias têm facilitado cada vez mais a vida das pessoas que possuem algum tipo de necessidade especial, porém, existem diversas situações de risco que podem ser perigosas e difíceis de detectar. Pensando na segurança dessas pessoas, um grupo de designers da Universidade de Derby , no Reino Unido, criou o conceito de uma pulseira que avisa pessoas com dificuldades auditivas de perigos que possam surgir em suas residências.
Como conceito, a pulseira funciona da seguinte forma: um receptor central conectado aos sistemas de segurança da casa, como câmeras e alarme antifurto ou antifogo, manda um sinal para a pulseira quando detectar algum perigo e ela delicadamente aperta o braço do usuário, através de um mecanismo que é inflado, chamando assim a atenção para a situação de risco.
Pulseira que pode alertar sobre perigos
Fonte: Divulgação
A pulseira conta com um display que avisa a pessoa com um pequeno texto sobre o que está acontecendo e pode ser ligada também a outros sistemas da casa, como telefone, campainha e até com um possível sistema de automação residencial existente. Além disso, ela funciona como despertador e relógio de pulso.
Possíveis usos para a pulseira
Fonte: Divulgação
O acessório vem em duas cores
Fonte: Divulgação
O receptor central que envia os sinais para a pulseira se parece com um relógio normal, e ele poderia também recarregar a bateria do acessório em sua base. É uma iniciativa que, se produzida comercialmente, poderá facilitar a vida de milhares de pessoas.
A base serve como recarregador da bateria
Fonte: Divulgação



quinta-feira, 14 de junho de 2012

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Portal Atividade Legislativa
Projetos e Matérias Legislativas

Projetos e Matérias Legislativas

PLC - PROJETO DE LEI DA CÂMARA, Nº 40 de 2010  - Complementar
Autor:DEPUTADO - Leonardo Mattos
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Ementa:Dispõe sobre a concessão de aposentadoria especial à pessoa com deficiência filiada ao Regime Geral de Previdência Social.
Explicação da ementa:
Concessão de aposentadoria especial à pessoa com deficiência filiada ao Regime Geral da Previdência Social, submetida a condições próprias de tempo de contribuição ou de idade, conforme o caso; critérios de cálculo para definição da renda mensal da aposentadoria devida ao segurado com deficiência; definição de pessoa com deficiência para os fins da lei.
Assunto:Social - Direitos humanos e minorias
Data de apresentação:30/04/2010
Situação atual:
Local: 
05/06/2012 - SECRETARIA DE EXPEDIENTE


Situação: 
10/04/2012 - REMETIDA À CÂMARA DOS DEPUTADOS
Matérias relacionadas:RQS - REQUERIMENTO 73 de 2011 (Senador Romero Jucá)
RQS - REQUERIMENTO 214 de 2012 (Comissão de Assuntos Econômicos (SF))
Outros números:
Origem no Legislativo:
CD  PLP  00277 / 2005
Indexação da matéria:
Indexação: REGULAMENTAÇÃO, CONSTITUIÇÃO FEDERAL, CRITÉRIOS, CONCESSÃO, APOSENTADORIA ESPECIAL, SEGURADO, REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, PESSOA PORTADORA DE DEFICIÊNCIA, REDUÇÃO, IDADE, TEMPO, CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, SOLICITAÇÃO, ÓRGÃO PÚBLICO, (INSS), REALIZAÇÃO, PERÍCIA MÉDICA, EMISSÃO, CERTIDÃO, ATESTADO MÉDICO.
Observações: (REDUZ A IDADE E O TEMPO DE SERVIÇO DO SEGURADO DO REGIME DE PREVIDÊNCIA SOCIAL PORTADOR DE DEFICIÊNCIA, LEVANDO EM CONTA O GRAU DE DEFICIÊNCIA. REGULAMENTA A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988).

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Portal de Acessibilidade - Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para PPDs e PPAHs no RS (FADERS)Governo do Estado do Rio Grande do Sul - Secretaria da Justiça e do Desenvolvimento Social


FADERS capacita funcionários da rede hoteleira e gastronômica para a COPA 2014


Diretora Técnica da FADERS Clarissa Beleza, na abertura do curso de capacitação para funcionários da rede hoteleira e gastronômica da capital01/06/2012
Ocorreu no último dia 17/05 a capacitação para funcionários da Rede Hoteleira e Gastronômica de Porto Alegre e Grande Porto Alegre, a atividade faz parte de um projeto que visa a Copa do Mundo de 2014, onde a capital será uma das sedes dos jogos da competição. O tema da capacitação foi a "Atenção à Pessoa com Deficiência, Abordagem com Cidadania". Onde a Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para a Pessoa com Deficiência e Altas Habilidades do Rio Grande do Sul - FADERS é o órgão do Governo do Estado articulador da política pública para pessoas com deficiência e pessoas com altas habilidades, em parceria com o Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre - SINDIPOA e Secretaria Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social - SMACIS, promove as atividades de capacitação para os servidores.

A solenidade de abertura contou com a presença da Diretora Técnica da FADERS, Clarissa Beleza, Secretária Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social, Aracy Ledo, da Coordenadora do Programa de Capacitação da FADERS, Ana Helena Alves Rodrigues e da Gerente Administrativa do SINDIPOA, Rosecler Heineck. As ministrantes deste primeiro módulo foram as Técnicas Eva Loreni de Castilhos e Iára Moraes que coordena o Curso "Atenção à Pessoas com Deficiência,  Abordagem com Cidadania". Esta capacitação tem como objetivo instrumentalizar estes profissionais para um atendimento com excelência às pessoas com deficiência. Este formato, adaptado às especificidades de cada turma de multiplicadores será oferecido a sete regiões funcionais do estado, em 14 municípios, atingindo um montante inicial aproximado de 420 multiplicadores. De acordo com a Diretora Técnica da FADERS, Clarissa, este será um dos legados da Copa do Mundo, com prestadores de serviços públicos e da iniciativa privado com atitudes que fazem a diferença.

Os cursos de capacitação realizados pela FADERS, é uma parceria que foi assinada no final do mês de março, entre a FADERS, a prefeitura municipal de Porto Alegre, o Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre - SINDIPOA, e a Secretaria Municipal de Acessibilidade e Inclusão Social - SMACIS . A parceria nada mais é do que um convênio para capacitação no atendimento a pessoas com deficiência. Estima-se que cerca de 700 profissionais das áreas de comércio e serviços devem receber a qualificação e formação para serem multiplicadores do "bem receber". Pela parceria, a Faders promoverá o treinamento de servidores municipais de Porto Alegre, motoristas e fiscais da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), de profissionais da rede hoteleira e gastronômica de Porto Alegre. "Estamos iniciando este projeto na Capital é um piloto, mas servirá de modelo para todo o Rio Grande do Sul", completou Silva. Os cursos terão quatro horas de duração. As aulas, dinâmicas de grupo e apresentação de vídeos serão realizadas em quatro etapas, a partir do primeiro semestre deste ano. O treinamento terá continuidade em mais dois módulos, em agosto e outubro ainda sem data definida.


Fonte: ACOM FADERS





Secretário de organização da Rio+20 diz que sustentabilidade, inclusão e conexão serão pontos fortes do evento

31/05/2012
Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorre de 13 a 22 de junho, na capital fluminense, será o mais sustentável, inclusiva e conectada possível, afirmou hoje (30) o secretário nacional de organização da conferência, ministro Laudemar Aguiar.

Segundo ele, entre as medidas que estão sendo implementadas para cumprir esse objetivo estão o uso de geradores à base de biodiesel e de madeira certificada para a montagem dos espaços que vão abrigar as discussões, no Riocentro, zona oeste da cidade, e ainda a promoção da coleta seletiva de lixo durante o evento.

“Seguindo orientações da Presidência da República, estamos tentando, ao máximo, tornar o evento o mais sustentável possível, tanto em relação a produtos como serviços”, disse ele, ao conceder entrevista coletiva no Riocentro depois de apresentar as instalações do evento.

Aguiar acrescentou que, em vez de copos descartáveis de plástico serão usados copos biodegradáveis, produzidos a partir de espiga de milho. Também estão sendo definidas estratégias, que devem ser divulgadas em breve, para compensar as emissões de carbono com a realização da conferência. Quanto ao uso de papel, o ministro disse que a proposta é orientar os participantes a fazerem o uso baseado no princípio paper smart, ou seja, a mínima quantidade possível.

“Não tem como haver uma conferência sem papel, mas a ideia é ter todos os documentos da ONU colocados de forma digitalizada, usando ao máximo as novas tecnologias no Riocentro e na conferência em geral”, disse, destacando que todo o papel a ser usado na Rio+20 é sustentável e produzido no Brasil.

Aguiar enfatizou ainda que a acessibilidade é outra questão fundamental para a organização do evento. Ele lembrou que existem, no Brasil, aproximadamente 45 milhões de pessoas com algum grau de deficiência, o que significa 23,9% da população brasileira. “Se queremos que a Rio+20 seja inclusiva e participativa, não podemos, por falta de equipamentos físicos e digitais, excluir essas pessoas”.

Para garantir a acessibilidade, o evento vai contar com facilidades de locomoção pelos espaços da conferência, tecnologiais como a audiodescrição, o uso de legendas e a tradução das discussões para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), e ainda para a língua de sinais em inglês. Aguiar lembrou que o próprio site da Rio+20 já oferece um software do governo federal que permite acessibilidade a pessoas com deficiência visual.

“A ideia é que, daqui a alguns anos, não precisemos mais falar de acessibilidade, porque ela já fará parte de todos nós. Queremos que o mundo veja o que estamos fazendo e que, em conferências da ONU, esse seja um patamar em termos de acessibilidade”, acrescentou.

De acordo com o ministro, outra preocupação é a conectividade, que também vai resultar em segurança dos trabalhos. O que está sendo montado permitirá 30 mil acessos simultâneos no Riocentro. “Será a conferência mais digitalizada e segura já feita no Brasil, com cabeamentos paralelos para evitar que a internet e a rede wifi caiam durante a conferência. Não pode haver [panes] e faremos o possível para que não haja qualquer interrupção dos trabalhos”, disse.

Edição: Lana Cristina


Fonte: Agência Brasil





Na EACH, moda adaptada estimula inclusão de pessoas com deficiência

31/05/2012
Por Larissa Teixeira

Infraestrutura adequada e inserção no mercado de trabalho são pontos fundamentais para a integração das pessoas com deficiência na socidedade. Mas não garantem uma inclusão total – é preciso também valorizar a autoestima deste grupo.


Ex-alunas da EACH conquistaram o quarto lugar em concurso internacional. Foto: Divulgação.
Ex-alunas da EACH conquistaram o quarto lugar em concurso internacional. Foto: Divulgação.

A vontade de contribuir para esta causa estimulou Inayê Jorge Gomes de Brito e Julia Harumi Sato, formadas em 2010 pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, a desenvolverem uma grife de roupas dedicada às pessoas com deficiência. Ao conquistar a quarta colocação no concurso Bezgraniz Couture Award 2012, realizado no mês de maio em Moscou, na Rússia, elas demostraram como algo tão simples como roupas adaptadas – e bonitas – podem fazer uma grande diferença.

“Com as políticas de inclusão atuais e o aumento de trabalhadores com deficiência no mercado, sentimos uma necessidade de mudança da visão da sociedade em relação ao acesso, seja pela estrutura, arquitetura, oferecimento de serviços ou pela moda”, afirmam as alunas.

Moda inclusiva
Ainda muito incipiente, a moda inclusiva ganhou maior visibilidade com o Concurso Moda Inclusiva realizado há quatro anos pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, o primeiro desse tipo no Brasil.

“A moda chamada de inclusiva surge da necessidade de atender pessoas que têm algum problema de locomoção ou de visão e precisam de outras opções de vestuário para poder ter uma vida normal”, afirma Cládia Vicentini, professora do curso de moda da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP.

Segundo ela, o princípio é basicamente o mesmo, mas reserva particularidades no processo de criação, como aponta:


“Um cadeirante, por exemplo, tem uma limitação de movimento. Ele precisa de outras possibilidades: uma modelagem ou fechamento diferente, tecidos ou acabamentos confortáveis.”

Porém, ela destaca que o modo como um deficiente visual ou uma pessoa na cadeira de rodas encara o mundo é totalmente diferente da nossa forma de enxergá-lo, o que exige do estilista uma inserção no universo da pessoa, um “se colocar no lugar dela”. “No processo criativo isso faz muita diferença. O repertório para criar é outro. Serão usadas as mesmas tendências de moda, mas talvez não os mesmos tecidos, não todos os volumes e as formas.”

Cláudia conta que chegou a dar aulas de percepção tátil em uma universidade para estimular essa inserção. “Eu colocava vendas dos olhos dos alunos e eles andavam pelos corredores da faculdade. Muitos sentiam um desconforto, um estranhamento. É essa sensação que é preciso para criar as roupas: como essa pessoa percebe o mundo?” Para ela, o próprio termo “moda inclusiva” já estaria indicando que essas pessoas não estão inseridas na sociedade. “Essa realidade tem que fazer parte do cotidiano”, aponta.

Ex-Alunas
Para Júlia, a ideia de pensar a arte na visão de uma pessoa cega vem desde o ensino médio. “Fui movida pela curiosidade e descobri uma forma nova de ver o mundo. Entendi a importância da arte no dia-dia dessas pessoas.” Já Inayê começou a desenvolver trabalhos na faculdade e viu no concurso de São Paulo a oportunidade de fazer algo que gostava contribuindo, ao mesmo tempo, para desenvolver o conceito de igualdade social na moda.

Quando as alunas perceberam que tinham projetos em comum na área, resolveram se unir e criaram a marca Lira de Moda Inclusiva. Segundo elas, a marca trabalha com a ideia da roupa adaptada como aquela que possui detalhes e soluções que contribuem de alguma forma para o desenvolvimento e independência da pessoa que a usa.

“Para desenvolver as peças, seguimos o conceito de design universal, ou seja, as roupas possuem adaptações importantes, mas que são imperceptíveis e, além de incluírem essa parcela de consumidores no mundo da moda, também não excluem, pois podem ser utilizadas por mulheres sem deficiência”, afirmam.

A marca representou o Brasil e conquistou o quatro lugar na segunda edição do Bezgraniz Couture Award 2012, concurso de moda inclusiva realizado na Rússia. A coleção que garantiu lugar na final foi inspirada em aves brasileiras.

Elas contam que o curso de Têxtil e Moda foi fundamental para o sucesso, oferecendo uma visão ampla do mercado combinada com o fato de cursarem uma universidade pública e pensarem mais em questões sociais. “Todos estes anos pesquisando e nos dedicando a projetos de moda inclusiva resultaram em uma das melhores coleções do concurso. Foi um orgulho muito grande representar nosso país entre profissionais de peso e casas de moda já consolidadas no mercado”, completam.

Atualmente, Julia faz um curso de aperfeiçoamento em moda na Central Saint Martins em Londres e Inayê, mestrado de Indústria Criativa com foco em Moda Inclusiva na Universidade Russa da Amizade dos Povos (RUDN). Para os próximos anos, elas planejam continuar com projetos na área, além de atuar em consultoria para ajudar marcas já existentes e a se adaptarem para atender o público deficiente.

Mais informações: (11) 3091-8161, email lirainclusiva@gmail.com, site www.lirainclusiva.com (em construção).


Fonte: Universidade de São Paulo - USP

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